Venezuela não informou as Forças Armadas do Brasil sobre manobras militares em Roraima.
- portaltrocana
- 24 de jan. de 2025
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Em meio a uma crescente tensão nas fronteiras, o Exército Brasileiro foi obrigado a mobilizar suas tropas rapidamente após relatos de uma invasão de, pelo menos, 20 militares venezuelanos em território brasileiro. A incursão, registrada em Pacaraima, no estado de Roraima, entre os dias 22 e 23 de janeiro, envolveu veículos pesadamente armados e ocorreu sem qualquer comunicação ou autorização prévia por parte do governo brasileiro.

De acordo com o jornalista Luis Kawaguti, da Gazeta do Povo, essas manobras militares foram realizadas sem permissão para operar armamentos ou realizar qualquer atividade no solo brasileiro, configurando uma grave violação de soberania.
A violação, se confirmada, representa um risco significativo à estabilidade nas relações entre Brasil e Venezuela, com a possibilidade de um erro de interpretação ou ato impulsivo que poderia resultar em um confronto militar direto. Esse episódio gerou especulações sobre as intenções do governo de Nicolás Maduro, principalmente considerando o pequeno número de tropas venezuelanas envolvidas, mas ainda assim, a situação desperta preocupações.
Caso tenha ocorrido sem aviso prévio, tal incursão seria uma clara infração à Constituição Brasileira, que em seu artigo 21, inciso III, garante à União a responsabilidade pela defesa do território nacional. Além disso, uma violação desse porte também infringe a 7ª Conferência de Montevideo, um tratado que rege as relações internacionais entre os países da região.

Até o momento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se manifestou oficialmente sobre o episódio. Há uma necessidade urgente de esclarecimento sobre as circunstâncias dessa incursão, principalmente sobre se o governo brasileiro foi informado antecipadamente. Se não, uma convocação do embaixador venezuelano será necessária para que sejam apresentadas explicações formais.
A incursão ocorre em meio à realização da Operação "Escudo Bolivariano" por parte das Forças Armadas da Venezuela, um exercício militar que envolve cerca de 150 mil militares e policiais em todo o território venezuelano. O exercício começou em 22 de janeiro e está previsto para reduzir suas atividades até o final desta quinta-feira. A operação também ocorre em um contexto de escalada de violência na Colômbia, que tem gerado deslocamentos massivos de civis. O presidente Maduro afirmou que o objetivo da operação é proteger a soberania da Venezuela e enfrentar ameaças externas, como grupos armados da Colômbia e "terroristas" que, segundo ele, atentam contra a paz do país.



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