Sobral Santos 2: Um dos Maiores Naufrágios da História do Amazonas Prestes a Completar 44 Anos.
- portaltrocana
- 17 de mar. de 2025
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O dia 19 de setembro de 1981 ficou marcado como um dos momentos mais trágicos da navegação fluvial no Brasil. O naufrágio do barco Sobral Santos 2, no porto de Óbidos (PA), deixou ao menos 340 mortos e se consolidou como o maior desastre já registrado nos rios da Amazônia.

A embarcação havia partido de Santarém (PA) com destino a Manaus (AM), transportando aproximadamente 530 passageiros e 200 toneladas de carga. No entanto, nunca se soube ao certo o que de fato aconteceu na madrugada fatídica. O que se sabe é que, em poucos minutos, o Sobral Santos 2 afundou completamente, deixando um rastro de dor e mistério.
Pânico e Tragédia em Minutos
Testemunhas contam que, no momento do desembarque, uma das cordas de náilon que prendiam a embarcação ao deque do porto se rompeu. Segundo Rai, um dos sobreviventes, foi nesse instante que alguém gritou que o barco estava inclinando. O alerta gerou pânico, e centenas de passageiros correram em direção à saída, desequilibrando ainda mais a embarcação.
A situação se agravou quando a carga mal acondicionada se desprendeu dos compartimentos e deslizou para a lateral oposta, aumentando a inclinação da embarcação. “Muita gente acordou em pânico e correu para a lateral do barco, o que apressou o inclinamento. Em menos de dez minutos, o Sobral Santos 2 afundou completamente”, relatam sobreviventes.
Dias de Buscas e Despedidas Dolorosas
Por dias, a cidade de Óbidos viveu um cenário de desespero. Sobreviventes e familiares das vítimas aguardavam notícias na beira do cais, enquanto equipes de resgate retiravam corpos do fundo do rio. Nazaré, hoje com 65 anos, relembra a angústia de perder o sobrinho Márcio, de apenas 1 ano.
“O último corpo a ser retirado do camarote foi o do meu sobrinho. O estado de decomposição dos corpos já estava avançado, então eles foram todos sepultados em Óbidos”, conta Nazaré.

Ao longo dos anos, o naufrágio do Sobral Santos 2 se tornou um símbolo da fragilidade das embarcações amazônicas e da necessidade de maior fiscalização e segurança no transporte fluvial. Quase 44 anos depois, a tragédia segue viva na memória dos ribeirinhos e das famílias das vítimas.




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